Fique atento ao “C” do crédito

Os empreendedores necessitam de dinheiro para investir em suas atividades econômicas, a fim de atingir os objetivos traçados em seus planos de negócios. Por outro lado, as instituições financeiras realizam a intermediação desse recurso por meio de empréstimos/financiamentos às pessoas, físicas e jurídicas, empreendedoras. Para harmonizar e assegurar a realização dessa intermediação, as instituições assumem riscos associados às condições e à capacidade de o tomador de crédito produzir, vender e gerar caixa suficiente para retornar o capital emprestado na forma combinada. Por isso, é natural que, antes de concretizar o financiamento, seja feita uma análise das características do proponente/cliente com o objetivo de identificar, avaliar e classificar o risco que a entidade intermediadora estará se expondo, caso decida conceder o empréstimo. Para fazer essa análise, as instituições usam metodologias objetivas e subjetivas, as quais o mercado financeiro chama de “Cs de Crédito” (capacidade, colateral, caráter, condições e capital).

O “C” de “caráter” merece atenção especial, visto que ele pode vir a ser um fator determinante na decisão do crédito, independentemente do sucesso dos demais “Cs”.  Muitas vezes ele é associado a outros quesitos, tais como integridade, ética, conduta e reputação. A análise do caráter do tomador do crédito, seja uma pessoa física ou jurídica, tem o propósito de identificar riscos relacionados ao comportamento da “pessoa”, e que de certa forma pode influenciar no direcionamento dos recursos financeiros e prejudicar o alcance dos objetivos atrelados àquela concessão de crédito.

Toda concessão de empréstimos/financiamento pressupõe a geração de benefícios econômicos, financeiros e sociais, e, sendo assim, não basta avaliar a capacidade de geração de caixa do empreendedor/empresa. Neste sentido, as instituições financeiras buscam informações, do passado e do presente, sobre o comportamento financeiro do cliente de seus negócios. A pontualidade, condições e formas usadas pelo cliente para honrar os compromissos financeiros no mercado de seu relacionamento são variáveis importantes para avaliação do “caráter” empresarial.

Para finalizar, ressaltamos que vale a pena refletir sobre os quesitos abrangidos em uma análise de risco de crédito, especialmente no que diz respeito à avaliação do “caráter”, que é uma das dimensões dos “Cs” do crédito que qualifica o cliente.

Valquíria Delmondes – diretora de Controladoria e Riscos da AgeRio

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